Segunda-feira, 06 de Abril de 2020
Luiz Paulo Matias

A educação e seus agentes de transformação

Publicada em 26/02/20 às 15:46h - 375 visualizações

por Rádio Bandeirantes - Tubarão/SC


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 (Foto: Rádio Bandeirantes - Tubarão/SC)
Inicio hoje uma sequência de textos, que ora da análise para a síntese, ora em movimento inverso, tratarei de um tema que me debruço com dedicação, afeto e demasiado amor: A educação. 

Como professor, formado em Filosofia e graduando em História, as críticas sempre, desde que me entendo afetado por faíscas racionais, permearam minhas inquietações.

Destarte, caro leitor, mesmo passando por objetos que circulam e inquietam o mundo da educação no âmbito nacional e internacional, estarei sempre fazendo um paralelo com o sistema educacional de nossa cidade de Tubarão, bem como das cidades da região. Jamais trarei ao leitor essa desconexão! Isso seria um erro de minha parte ao discorrer sobre teorias perdidas sem referências práticas que não fomentem meu ensejo epistemológico. 

Pois bem! Sem mais delongas nessa apresentação, trago hoje ao debate, como professor da rede municipal e estadual de ensino da cidade de Tubarão, uma breve análise de alguns fragmentos importantes do documento SUCESSO NA ESCOLA, NA VIDA E NO TRABALHO. 

Tal documento foi, para guia de referência bibliográfica e citações deste texto, desenvolvido pelo atual DIRETOR-PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, Professor Maurício da Silva. E, se o leitor me permite, antes de qualquer coisa, quero começar este texto com uma provocação que o próprio documento levanta ao citar Albert Einstein (Físico teórico alemão – 1879/1955) que me conduzirá nessa ponderação textual: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”

Sem deixar procrastinar o problema - como é de costume no país do jeitinho – foi necessário criar um método – palavra que em sua etimologia grega, metá (por meio ou através de) e hodós (caminho) caracteriza-se pelo melhor caminho a seguir para melhor alcançar resultados esperados. Ou seja, tornou-se imprescindível instituir um método adequado capaz de levantar dados necessários e projetar esse caminho diante do objeto educacional, ao ponto de compreender, nesse processo, que mesmo aumentando o investimento em salários, infraestrutura e equipamentos tecnológicos - o que deve ser feito categoricamente em todas as esferas educacionais - não se obteve sucesso nas provas diagnósticas de português e matemática desenvolvida pelos discentes dos anos finais.

Mas, por que, meus caros colegas, se o investimento em estruturas e salários estavam sendo cumpridos? Parece uma resposta simples, mas que a complexidade lhe torna ameaçadora: Enquanto se desenvolvia a estrutura escolar, o material humano permanecia no 'jeitinho' brasileiro daqueles, como cita o professor Maurício no documento em referência “SE NÃO REPROVO, NÃO ESTUDO e SE NÃO REPROVA, NÃO AVALIO”. E, assim, leitor, o barco ia à deriva. 

Ao contraponto dessas afirmações desesperançadas, foi necessário um arregaçar de mangas, ao transpirar de pés no chão, repensar esse caminho, esse método e fazer da educação de Tubarão uma referência, buscando exemplos que deram certo, sem anacronismos regionais, mas espelhos que nos servem de exemplo. Fazer, mas saber fazer como aponta a UNESCO.

Contudo, tais ações seriam efêmeras sem a ação efetiva e da entrega, de fato, que a educação exige, ao passo que, como alude o documento norteador da rede municipal de Tubarão SUCESSO NA ESCOLA, NA VIDA E NO TRABALHO, “A boa aula depende, fundamentalmente, da articulação entre conteúdo e forma. O professor deve conhecer, com profundidade, o que ‘o aluno tem direito de aprender em cada etapa do ensino’ (conteúdo) e as melhores formas (método) de ensinar. Deve, também, ensinar as Competências Gerais e específicas de sua disciplina (BNCC) e as competências socioemocionais, por meio de atitudes".

Atitude! Essa é a palavra que anseio! Atitude, caro leitor. Atitude de despertar o conhecimento como um parto – a maiêutica socrática – onde o professor não é um reprodutor de resultados, mas um elaborador de caminhos de profundas aprendizagens.

Com muito para dizer, com tantas oportunidades que se há de ter, hoje vou ficando por aqui! As cenas dos próximos capítulos ainda não sei. Hoje, essa dramaturgia da vida real segue esperançosa. E, como educador que sou, além de fazer e aprender saber fazer com amor a prática do ensino - escolha que fiz por opção - não posso deixar morrer em mim esse fogo chamado esperança que, pela prática, realmente acredito que se fará realidade.  

Assim, até o próximo capítulo, caro leitor...



Luiz Paulo Matias é formado em Filosofia e graduando em História pela Universidade Metropolitana de Santos – UNIMES. Professor da rede municipal e estadual de ensino, é também autor do romance “O Palhaço de uma piada só”.



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1 comentários


Reginaldo Thuler Torres

26/02/2020 - 17:51:37

Excelente análise sobre a educação.... Parabéns pela iniciativa...


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